Categorias: G1

Casamento em tempos de pandemia: noivos inovam, superam adversidades e dizem "sim" em Juiz de Fora

Seja no religioso ou no civil, amor fala mais alto, casais usam criatividade e selam união. Com cerimônia adiada, noivos improvisam eventos para celebrar data original. Reprodução/TV Integração Adiamentos, cancelamentos, prejuízos, frustrações,...


Seja no religioso ou no civil, amor fala mais alto, casais usam criatividade e selam união. Com cerimônia adiada, noivos improvisam eventos para celebrar data original. Reprodução/TV Integração Adiamentos, cancelamentos, prejuízos, frustrações, preocupações, imprevistos. O ano de 2020 está sendo atípico em vários segmentos da sociedade ao redor do mundo, por conta da pandemia do novo coronavírus. Os casamentos não foram exceção. Até aqui, a série "Casamento em tempos de pandemia" mostrou como casais, igrejas, profissionais, cartórios e a própria legislação se readequaram à nova realidade imposta pelo isolamento social. Para encerrar esta sequência de matérias, o G1 conta histórias de casais que superaram as dificuldades em meio a um cenário complicado de incerteza e conseguiram realizar o sonho do casamento, mostrando que amor, criatividade e aquele jeitinho brasileiro podem transformar um problema em solução. "Sim", ao vivo e na live Os 12 anos de namoro foram mais do que suficientes para que Anna Eliza e Sami Roque tivessem a certeza de que queriam passar o resto da vida juntos. Só que com dificuldades financeiras e a pandemia do novo coronavírus, o projeto precisou ser modificado. "Desde o ano passado decidimos tomar esta atitude, pensamos "vamos casar!"A verba estava curta, a gente arrecadou algum dinheiro. Foi quando surgiu a pandemia," disse Sami. A impossibilidade de fazer um evento maior, tanto por questões sanitárias, quanto pelo cenário econômico, fez o casal pensar. E assim surgiu a ideia de fazer uma cerimônia presencial para poucas pessoas, transmitida para muitas outras (assista ao vídeo abaixo). Noivos usam criatividade e se casam em Juiz de Fora em meio à pandemia Os noivos contrataram músicos, celebrante e fotógrafos, todos usando máscaras para se protegerem da Covid-19. Além disso, providenciaram decoração e comida e usaram a casa da avó de Anna Eliza para fazerem a cerimônia, com a presença das pessoas mais próximas, os familiares que já convivem com ambos no dia a dia. "A gente ficou em quarentena, em família, veio aqui e colocou tudo para acontecer", disse Anna. Para aproximar quem estava ausente, a tecnologia disponível foi a solução. Através das redes sociais, os familiares filmaram e transmitiram ao vivo detalhes e bastidores do casamento, que aconteceu no inicio de maio. Uma união civil "fora do padrão" Fotos descontraídas, cumprimentos de desconhecidos, latinhas amarradas na traseira da moto, buzinaço. Nenhuma destas coisas combina muito com o casamento no cartório. Mas em tempos de pandemia, coisas diferentes acontecem. Jacqueline Neto e Luiz Carlos Guilarducci iriam colocar a união no papel no dia 28 de março. Engenheira e pedagoga, Jacqueline mora em Toronto e chegou ao Brasil no dia 12 de março para ficar três semanas, oficializar a união civil com o marido e retornar ao Canadá. O novo coronavírus, porém, parecia que seria um empecilho. Por volta de 20 de março, o cartório comunicou ao casal que a princípio o casamento estaria cancelado. Dias depois Jacqueline ligou novamente e teve uma resposta diferente. "Na terça-feira, nós ligamos para o cartório tentando uma flexibilização, explicando a nossa situação, que possivelmente eu voltaria para o Canadá e aí só teria casamento quando eu pudesse retornar ao Brasil. Aí eles abriram uma exceção e perguntaram se a gente queria se casar no dia seguinte, pela manhã", contou. Jacqueline Neto e Luiz Carlos Guilarducci se casaram no fim de março Myriani Maganin Fotografia O casal não fez questão de um juiz de paz e queria mesmo era selar a união no civil, sem adiamentos. Sem a seriedade convencional das cerimônias de união civil, a noiva conta que o casal pôde desfrutar de momentos muito legais, que só puderam ser vivenciados em um cenário como o de hoje. Com latinhas amarradas na traseira da moto, o casal recebeu carinho nas ruas de Juiz de Fora e, de alguma forma, alegrou algumas pessoas em meio à pandemia. Initial plugin text "Foi super divertido. Como não teve o juiz de paz, o escrivão deixou a gente bem à vontade. Fizemos algumas fotos, nada padrão (risos) e casamos", disse. "A gente percebeu que a energia das pessoas era diferente. As pessoas na rua vibravam com a gente. As pessoas nas calçadas, nas lojas que ainda estavam abertas. Os motoristas de carro e motoqueiros buzinavam, filmavam a gente. Foi um momento gostoso da celebração, que foi trazer um pouquinho de alegria para as pessoas, um sorriso no rosto neste meio tempo", complementou. Semana de eventos, troca de votos e "sim" em casa Amanda Novaes e Rodrigo Gomes estão no grupo dos que tiveram os casamentos civil e religioso adiados por conta da pandemia. No entanto, a criatividade dos noivos proporcionou que a semana d do dia 23 de maio, data original, deixasse de ser frustrante e se tornasse especial. Em vez de lamentar o adiamento para janeiro de 2021, o casal promoveu uma semana com vários eventos para celebrar o casamento simbólico. Desta forma, os noivos criaram uma conta do Instagram e aceitaram apenas pais e pedrinhos como seguidores. Durante os dias da semana, algumas brincadeiras e um quiz sobre o casal animaram os envolvidos. No sábado, durante o dia, Amanda e Rodrigo organizaram uma turnê pela casa dos padrinhos em Juiz de Fora e, se protegendo com máscaras e higienização, entregaram presentes para eles e mataram rapidamente as saudades. Na visão do noivo, o ambiente descontraído durante a semana original do casamento terá um papel importante no que será a cerimônia religiosa, remarcada para início do ano que vem. "Foi muito divertido e todos começaram a se entrosar mais. Os padrinhos se conheceram, e o evento se tornou mais participativo do que o casamento tradicional. Quando houver o evento formal já vai ter outra atmosfera", relatou. A noite chegou, e o sentimento de tristeza que poderia passar pela cabeça dos noivos por não estarem se casando na igreja ficou de fora da festa. Afinal, havia muito a se fazer. Enquanto Amanda e a pequena Manuela, filha do casal, se arrumavam secretamente no quarto, o noivo preparava o celular e o violão. Aberta a live, apenas para pais, alguns familiares e padrinhos, Rodrigo tocou algumas músicas, segundo ele, ensaiadas dois minutos antes da cerimônia virtual começar. Manuela Novaes abriu a cerimônia, ao som do papai Rodrigo Rodrigo Gomes Manu entrou com as alianças, as levou até Rodrigo e, tirando a parte em que quis assistir à TV durante o casamento dos pais, se saiu muito bem. Naturalmente vieram o "sim", a troca dos votos e das alianças. Embora tenha se casado simbolicamente com um controle remoto nas mãos, para impedir que a filha de três anos se distraísse, Amanda se disse realizada com a experiência e com a proximidade - mesmo à distância - das pessoas queridas, em uma data tão especial para os dois . "Foi muito emocionante. Chorei horrorores. Foi ótimo. A Manu entrou direitinho, levou as alianças até o Rodrigo. Depois ele e eu trocamos os votos, que foi a hora que eu mais chorei. Foi incrível, tudo como deveria ter sido mesmo", contou. Amanda e Rodrigo estão simbolicamente casados Amanda Novaes/Arquivo pessoal

G1

Leia Também:
Compartilhar

Deixe seu comentário

Postagens recentes

Flor do Caribe: Cassiano convida Cristal para viajar ao Brasil e dá beijão na jovem

A novela Flor do Caribe, exibida no horário das 18h da Globo, ganhará uma virada…

11 minutos Atrás

Como consolar os amigos

11 minutos Atrás

Whats Notícias, usa os cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento.