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Mãe de menino morto em Planalto é ouvida novamente pela polícia

Alexandra Dougokenski reafirmou a versão de que deu medicamentos ao filho e ele morreu. Ela alega que não teve a intenção de matá-lo. Mulher está presa. Mãe do menino Rafael presta depoimento no Palácio da Polícia, em Porto Alegre A mãe do menino...


Alexandra Dougokenski reafirmou a versão de que deu medicamentos ao filho e ele morreu. Ela alega que não teve a intenção de matá-lo. Mulher está presa. Mãe do menino Rafael presta depoimento no Palácio da Polícia, em Porto Alegre A mãe do menino Rafael Mateus Winques, de 11 anos, morto em Planalto, foi ouvida novamente pela Polícia Civil neste sábado (30) em Porto Alegre. Alexandra Dougokenski reafirmou a versão de que deu medicamentos ao filho e ele morreu. Ela alega que não teve a intenção de matar o filho. A mulher está presa em Guaíba. "Interrogatório dela, formal, na presença dos advogados. Ela relatou para a gente que ela medicou o filho, com dois comprimidos de algum derivado de Diazepam, e por conta do fornecimento do medicamento pra ele, ela acreditou que ele havia morrido naquele momento. Ela, então, amarrou uma corda nele, ela alega que foi na altura do ombro, para que ela pudesse ocultar o cadáver dele", afirma o delegado Eibert Moreira Neto. A defesa de Alexandra afirma que a morte não foi intencional. Um dos advogados da mulher, Jean Severo, disse que ela agiu sozinha. "Esses detalhes vão mostrar realmente que trata-se de um homicídio culposo, que ela nunca teve a intenção de matar. Certeza que eu tenho é absoluta do homicídio culposo, ela deve ser condenada, ela é confessa, ela vai ser condenada, e também na ocultação de cadáver", afirma o advogado. 'Foi uma tragédia, uma fatalidade', diz advogado da mãe 'Nunca esperava uma mãe fazer isso com um filho', diz pai de menino 'Um guri de fácil amizade', diz professora O delegado disse que o interrogatório foi extenso, e as autoridades fizeram várias perguntas. "Ela respondeu a maioria delas. Inquérito policial está numa fase que ainda não temos laudos, aguardamos a conclusão de algumas perícias". "Mesmo sem a conclusão dessas perícias, pela nossa expertise, à frente de delegacias de homicídios, nós tínhamos convicções de certos aspectos que foram visualizados no corpo da vítima. Quanto a essas questões, os advogados entenderam por bem que não era o momento para que ela se manifestasse. Então, acordamos que aguardaríamos os laudos para que a defesa também tenha acesso", acrescenta o delegado. Um laudo preliminar do Posto Médico-Legal de Carazinho indicou, na terça (26), que Rafael morreu por asfixia mecânica por estrangulamento. A polícia trata o caso como um homicídio doloso e aguarda laudos do Instituto-Geral de Perícias. O delegado disse que a mãe relatou porque não pediu socorro após ter dado os medicamentos. "Ela disse ter testado os sinais vitais pela forma que ela sabia fazer, e mesmo depois desses testes, ela acreditou que ele estivesse morto, então, ela resolveu apenas ocultar o cadáver", conta. A polícia continua investigando e não descarta a participação de outras pessoas no crime. "Temos diversas pessoas que nós tínhamos como suspeitos, algumas delas, digamos, grande parte delas, nós conseguimos descartar com álibis. Esses álibis foram confirmados de diversas formas, e nós descartamos elas como suspeitas. A investigação ainda não está concluída", afirma. "Ainda temos a presença de uma terceira pessoa na casa. Temos a vítima, a autora e temos um terceiro individuo na casa, que temos que esclarecer se tem participação ou não", diz o delegado sobre o adolescente de 16 anos, que é irmão da vítima. Mãe do menino Rafael foi ouvida pela polícia neste sábado em Porto Alegre Marco Matos/RBS TV Reconstituição da morte A Polícia Civil confirmou neste sábado que fará a reconstituição da morte do menino Rafael. "Faremos a reconstituição. Isso é tanto intenção da investigação policial como também intenção da defesa. Eles mais uma vez solicitaram que fosse feita, inclusive pediram que quanto antes. Mas nós precisamos ainda concluir outras diligências para que se possa fazer a reconstituição do fato", afirma o delegado. O caso Inicialmente, a mãe divulgou que o filho havia desaparecido. A Polícia Civil começou a investigar o caso. Alexandra chegou a dar entrevista à RBS TV, dizendo que queria o filho de voltasse para casa. Na última segunda-feira, em um novo depoimento à polícia, a mãe confessou que havia dado medicamentos para Rafael se acalmar. Ela contou, então, à polícia, onde havia deixado o corpo: em uma casa abandonada, a cerca de cinco metros da residência que ela morava com os filhos. A polícia encontrou o corpo e pediu à Justiça a prisão da mãe. Moradores de Planalto buscam lidar com o trauma da morte do menino Rafael

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